segunda-feira, 14 de junho de 2010

Desabafo

É uma grande estupidês acreditar que um ato de revolta isolado, com poucas possibilidades de repercussão, vá abalar àqueles que já estão confortavelmente colocados. Mas as vezes, estes eventos são exemplos de que algo não vai bem.

Meu tcc que o diga: uma bosta. Deliberadamente uma bosta. Elaborado mentalmente em 2008 para ser uma bosta. Posto em prática durante 2009, apresentado no final do mesmo ano recebendo o conceito B de Bosta.

O que era para ser a cereja no topo do bolo de uma graduação muito boa (basta ver as notas, já que se importam tanto com isso) foi o oposto. O que deveria ser um trampolin para a ejaculação precosse do mestrado (como é encarado atualmente), resultou num lastro.

Mas foi uma bosta por falta de vontade ou por desconforto?

(Vontade eu tenho, quem me conhece sabe a pilha que eu sou)


Deveria ter feito uma coisa boa mesmo...faço a auto-crítica. Porém não poderia cair na ilusão que muitos caem.

O historiador não está vacinado contra o mesmo mal sofrido por um operário de fábrica especializado em realizar somente uma função ao longo da linha de montagem. Os "tempos modernos" de Chaplin invadiram nossa área. A lógica de mercado começa a transpirar por todos os poros dos novos bixos. Bixos no primeiro semestre, bolsistas colaboradores no segundo, a partir do quarto já começam a pesquisar o tema que os seguirá até o doutorado se Deus quiser...
Não os culpo por isso, afinal, todos sabemos que é preciso, atulamente, possuir títulos para conseguir um bom emprego.


O que não consigo engolir é o silêncio a respeito disso.


E o que mais me revolta é o silêncio vindo por parte de alguns professores. Tudo vai bem para alguns e para outros finalmente se foi a época em que os alunos questionavam o que eles diziam.

A consequência disso já se vê: os estudantes, pelo menos da minha geração de graduação, vem deixando de ser críticos da vida e focando-se unicamente na crítica às fontes históricas e a historiografia.

(A LDB diz que uma das funções da educação é desenvolver a capacidade de crítica do estudante. Um ser que pense por conta própria, um quadro social conhecedor de seu meio.)

Entra na sala de aula, abre o caderno e copia o máximo que for possível. Não que seja um crime copiar, desde que seja seguido de uma reflexão daquilo que o professor disse e não uma decoreba.





Admito, estou pessimista NA CURTA DURAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!
Sou otimista, mas acho que vamos viver alguns aninhos de marasmo. Depois a coisa muda!

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