O espiritismo não me desce. Não adianta todos os argumentos pseudocientíficos dos espíritas. Não consigo acreditar! E não vou!!
Por que Freud não é psicografado? E o Einstein? O que ele pensa do desenvolvimento da física quântica? Pô, se esses espíritos podem entrar em contato com nós por que o Karl Marx não deu seu pitaco sobre a queda da União Soviética? E o Ayrton Senna, o que acha do sobrinho dele na F-1?
Não...
A conexão dos espíritas com os seres supremos que podem se comunicar não chega até essas pessoas mundialmente conhecidas. O máximo que eles fazem é entrar em contato com o filho do cunhado do padeiro que foi atropelado por um caminhão. Nada contra, mas para uma religião que se utiliza de argumentos científicos isso é muuuito pouco.
Eu dou risada.
Imagina só uma carta psicografada dizendo o seguinte.
“Mãe,
A coisa aqui tá braba! Um caloooor!!!
Não agüento mais. O patrão vive xingando o pessoal e a guria que está acorrentada ao meu lado não para de chorar. Fica dizendo que não merece isso e aquilo, se fuder...
Vê se não faz merda ‘quenem’ eu. Viu?”
Entendo a busca pela explicação religiosa. Essa extensão forçada da vida. Forçada porque não existe vida após a morte. Mas essa noção drástica sobre o fim da vida é tão triste ( e é mesmo) que a religião acaba sendo aceita.
Mas essa idéia do espiritismo me soa arrogante. É a mesquinharia da religião por dois motivos. Primeiro porque se propõe científica e eu não vejo nenhum método científico nela. Segundo porque não admite que a religião serva para amenizar uma dor mundana e não espiritual.
Porque partituras não são psicografadas? Eu imagino que lá no céu Beethoven não é surdo. Deve ter composto muita coisa boa e melhor, INÉDITAS!!! Porque ninguém aqui psicografa isso tudo?
* * *
Um dia, uma amiga do meu irmão veio para casa começou a falar de espíritos e tal. Imediatamente eu cortei o papo. Falei que não acreditava.
“Mas tu não tem fé?” ela perguntou.
“Eu tenho!” respondi eu.
“Mas tu não acredita em religião?!?!?” ela achou que tinha acabado com a discussão.
“Eu tenho fé na realidade” Acabei a discussão.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
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